Quem vai comprar carro em 2027: imposto do pecado parte de 6,3 por cento e varia com o motor
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O que muda para quem compra carroComo a conta é feitaO motor pesa maisUm exemplo simplesQuem fica de foraVale antecipar a compra?Perguntas frequentesFontesO que muda para quem compra carro
A Medida Provisória 1.399, publicada em 4 de novembro de 2026 no Diário Oficial da União, define quanto os carros vão pagar de Imposto Seletivo, o chamado imposto do pecado. A cobrança começa em 2 de fevereiro de 2027.
A regra não traz um número único para todo carro. Ela usa uma alíquota-base e uma lista de ajustes.
Como a conta é feita
O ponto de partida está no Anexo I da MP:
- Carros de passeio: 6,3 por cento.
- Alguns veículos de carga da posição 87.04 da NCM, a classificação fiscal de mercadorias: 3,9 por cento.
Sobre essa base entram ajustes em cinco critérios: fonte de energia, eficiência energética, potência, segurança e tecnologias de assistência à direção, e reciclabilidade. Cada um soma ou subtrai pontos percentuais. O resultado final é multiplicado por 1,21, o fator de conversão previsto na MP.
O motor pesa mais
Para carros de passeio, o Anexo II da MP traz estes ajustes por tipo de motor:
| Motor | Ajuste |
|---|---|
| Elétrico | menos 2,0 pontos |
| Híbrido recarregável flex ou etanol | menos 2,0 pontos |
| Etanol | menos 0,5 ponto |
| Flex | zero |
| Híbrido recarregável a gasolina | mais 2,0 pontos |
| Gasolina | mais 6,5 pontos |
| Diesel | mais 12,0 pontos |
Quanto mais forte o carro, maior o ajuste. Para potência de até 55 kW, a MP tira 2,15 pontos. Acima de 290 kW, soma 6,5.
Carros que cumprem os requisitos de eficiência, segurança e reciclabilidade dos decretos citados na MP ganham reduções extras, de 1 a 2 pontos por critério.
Um exemplo simples
Um carro de passeio flex, com potência acima de 72 e até 85 kW e sem nenhum bônus, fica com ajuste zero. A conta é 6,3 vezes 1,21, o que dá cerca de 7,6 por cento.
O mesmo carro movido só a gasolina somaria 6,5 pontos: 12,8 vezes 1,21, cerca de 15,5 por cento.
O cálculo é ilustrativo. A alíquota real de cada modelo depende de dados de eficiência, potência e segurança informados pelo fabricante.
Quem fica de fora
Para carros, o artigo 4º da MP zera a alíquota em dois casos:
- carros comprados por pessoas com deficiência, pessoas com transtorno do espectro autista e taxistas, quando a Receita Federal reconhecer o direito;
- veículos com registro de versão sustentável no Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços que cumpram os critérios do decreto.
Até 31 de dezembro de 2027, o artigo 6º também zera a alíquota de automóveis enquadrados em uma nota específica da tabela do IPI (a Nota Complementar 87-2). Veículos de uso operacional das Forças Armadas e da segurança pública ficam fora do imposto.
Caminhões, com peso bruto total a partir de 3.500 kg, não pagam. Picapes, porém, não contam como caminhão, segundo o artigo 5º.
Vale antecipar a compra?
A MP não informa efeito no preço. Segundo o Times Brasil, a ideia do governo é que as alíquotas de 2027 preservem o nível de tributação que existe hoje com o IPI. O efeito final no preço de cada modelo vai depender da conta de cada fabricante.
As alíquotas valem para 2027. Pelo artigo 15, o governo deve mandar ao Congresso até 31 de maio de 2027 um projeto com os valores de 2028 em diante.
Como toda medida provisória, a 1.399 ainda passa pela análise do Congresso, que pode mudar as regras.
Perguntas frequentes
Quando o imposto começa a valer para carros?
A partir de 2 de fevereiro de 2027, segundo o artigo 19 da MP 1.399.
Qual é a alíquota-base?
6,3 por cento para carros de passeio e 3,9 por cento para alguns veículos de carga da posição 87.04 da NCM, segundo o Anexo I da MP.
Carro flex paga mais ou menos?
O flex tem ajuste zero no critério de motor. Etanol tem redução de 0,5 ponto; gasolina, acréscimo de 6,5; diesel, de 12.
Quem tem alíquota zero?
Pessoas com deficiência, pessoas com TEA e taxistas com o benefício reconhecido pela Receita, e veículos com registro de versão sustentável que cumpram os critérios.
Picape paga?
Sim. A MP diz que picape não é caminhão, mesmo com peso bruto alto. Caminhões não pagam.
Fontes
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