Quem procura carro barato em rede social: polícia do RJ mira anúncios com Corolla a R$ 8,5 mil
Neste artigo
O que aconteceuQuais anúncios chamaram a atenção?Como o esquema funcionava?O que conferir antes de comprarE se o seu carro tiver sido clonado?Perguntas frequentesFontesO que aconteceu
As polícias Civil e Militar do Rio fizeram em 6/11 a segunda fase da Operação Sinal Oculto. Cerca de 360 agentes atuaram na comunidade Jardim Novo, em Realengo, na zona oeste da capital.
Segundo a Folha, foram seis presos e um homem baleado, todos entre os alvos de oito mandados de prisão preventiva. A Agência Brasil fala em pelo menos sete presos. Os nomes não foram divulgados na reportagem da Folha, e a investigação continua.
Quais anúncios chamaram a atenção?
A apuração começou com perfis em redes sociais que ofereciam carros muito abaixo do preço de mercado. Dois exemplos citados nas reportagens:
- um Toyota Corolla 2022 anunciado a R$ 8,5 mil, com valor na tabela Fipe acima de R$ 100 mil (Tribuna NF);
- um carro de cerca de R$ 120 mil na Fipe anunciado a R$ 8.000 (Folha).
A Tribuna NF cita ainda ao menos 21 contas ligadas a esse comércio, número que atribui ao g1.
Como o esquema funcionava?
A polícia descreve duas etapas. Primeiro, o carro roubado chegava ao grupo, que procurava um veículo legal igual a ele. Depois, os dados desse veículo serviam para disfarçar a origem do roubado, que ia a anúncio como se estivesse em dia.
Há também indícios de roubos sob encomenda. A polícia analisa ainda uma possível ligação com tráfico de armas, ponto que segue em apuração.
O que conferir antes de comprar
A reportagem não traz orientação da polícia ao comprador. As recomendações abaixo são do Detran.SP para a compra de usados. Em outros estados, os serviços têm nomes e sites próprios.
1. Compare com a tabela Fipe. Valor muito abaixo do mercado é o primeiro alerta. 2. Consulte a placa e o Renavam. O site do Detran.SP mostra débitos, bloqueios, restrições e histórico de vistorias, sem cadastro prévio. 3. Não confie em laudo de papel. O órgão lembra que não há como confirmar a autenticidade dele. 4. Não pague só por fotos. Veja o carro pessoalmente e leve um mecânico de confiança. 5. Faça a vistoria de transferência em empresa credenciada. Ela é exigida pelo Detran.SP para passar o carro para o seu nome.
Na nossa leitura, há um cuidado adicional: como o grupo usaria dados de carros regulares, uma consulta pela placa pode não mostrar restrição. Por isso, ela não substitui ver o carro e acompanhar a vistoria.
E se o seu carro tiver sido clonado?
O Detran do Espírito Santo descreve um caminho em página de 2015: laudo pericial na delegacia especializada, boletim de ocorrência e requerimento ao órgão, que registra a restrição no cadastro. Confirme as regras atuais e as do seu estado antes de seguir.
Perguntas frequentes
Como o esquema funcionava, segundo a polícia?
O grupo recebia carros roubados e usava dados de veículos regulares do mesmo modelo para mascarar a origem, antes de anunciar os carros na internet.
Preço muito baixo é sinal de golpe?
É um alerta. O Detran.SP recomenda desconfiar de valor muito abaixo do mercado e comparar com a tabela Fipe.
Posso pagar um sinal para reservar o carro?
O Detran.SP orienta não pagar nada nem fechar negócio só por fotos. Veja o carro pessoalmente antes.
O que fazer se meu carro for clonado?
O passo a passo do Detran do Espírito Santo pede laudo pericial, boletim de ocorrência e requerimento ao órgão. Confirme o procedimento no Detran do seu estado.
Fontes
- Folha de S.Paulo - Polícia do RJ faz operação contra grupo suspeito de clonar carros e vendê-los mais baratos em redes sociais
- Agência Brasil - Polícia prende quadrilha de clonagem de carros no Rio de Janeiro
- Tribuna NF - Operação Sinal Oculto: 2ª fase mira esquema de anúncios nas redes sociais de carros roubados e clonados
- Detran.SP via Biblioteca Jurídica SP - Orientações sobre compra e venda de veículos usados
- Detran|ES - Saiba como proceder ao suspeitar de clonagem de um veículo
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